Autores: Felipe Augusto Alves Carvalho1; Leonardo Gomes Costa2 ;Cristiane Maria Ascari Morgado3 ;Marco Aurélio Batista4; Gabriela Mariana dos Santos Rezende5; Paulo Victor M. Quinan6; Gustavo Viana7; Rafaella Alves8; Giovanna Passerini9
1 Médico Generalista e Endocanabinologista – Cb1Cb2 – Anápolis, GO, Brasil; 2 Mestrando em Ciências Aplicadas a produtos para saúde – UEG – Anápolis, GO, Brasil; 3 Pós-doutoranda em Engenharia Agrícola – Universidade Estadual de Goiás – Anápolis, GO, Brasil; 4 Mestrando em Recursos Naturais do Cerrado – Universidade Estadual de Goiás – Anápolis, GO, Brasil; 5 Médica Generalista e Endocanabinologista – Cb1Cb2 – Anápolis, GO, Brasil; 6 Médico especialista em Clínica Médica e endanabinologista – Cb1Cb2 – Anápolis, GO, Brasil; 7 Psicólogo – Cb1Cb2 – Anápolis, GO, Brasil; 8 Psicóloga, Cb1Cb2 – Anápolis, GO, Brasil ; 9 Médica generalista e endanabinologista – Cb1Cb2 – Anápolis, GO, Brasil
A pesquisa científica relacionado à Cannabis spp. no Brasil tem ganhado crescente atenção ao longo
das décadas, refletindo a evolução das percepções e regulamentações em torno desta planta.
Este estudo teve como objetivo realizar uma análise cienciométrica abrangente, abordando um período de quase seis décadas, que se estende de 1966 a 2023, a fim de traçar um panorama das tendências,
desenvolvimento e mudanças na pesquisa acadêmica sobre a planta no contexto brasileiro.
Diante do exposto, o objetivo deste trabalho verificar o perfil de estudos sobre Cannabis spp. no Brasil. Utilizou-se os descritivos de saúde ((((TS=(Cannabis)) OR TS=(Cannabis indica)) OR TS=(Cannabis sativa))
OR TS=(Marihuana)) AND AD=(Brazil*), na plataforma Web Of Sience. Para análise cienciométrica
utilizou-se Software R 4.3.0 com o pacote bibliometrix.
Os resultados da ciênciometria indicou que o Brasil produziu entre os anos 1966 a 2023 818 estudos, que representa 0,0000968% em relação a produção internacional. Dos 818 estudos, 32,763% é na área de psiquiatria, 22,127% em farmacologia e 17,971% em neurociência.
Foram identificadas 1209 afiliações, dessas as três maiores Universidades que produziram estudos sobre Cannabis foram: USP (42,176%), UNIFESP (18,215%) e UFRGS (7,47%). Em Goiás, as duas únicas universidades que foram identificadas nas análises foi UFG (1,467%) e a PUC-GO (0,244%).
Com a análise cienciométrica é possível traçar um perfil de estudos e criar diferentes desenhos de estudos a partir dos existentes, contribuindo assim para verificação da qualidade e aumentando a possibilidade de produção científica e desenvolvendo revisões sistemáticas para verificar possíveis contribuições para a utilização da Cannabis para a saúde.
Palavras-chave: Cannabis, Cannabis indica, Cannabis sativa, marihuana, Brasil
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